07/02/2012 - Regional do Marajó

Emater implanta projeto de horta escolar em Curralinho

Alunos da Escola Municipal São Sebastião, localizada na Reserva Extrativista Terra Grande Pracuúba, Município de Curralinho, no Arquipélago do Marajó terão a oportunidade de uma alimentação melhorada graças ao projeto de implantação de hortas escolares realizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e parceiros. Um mutirão foi montado para que quatro dias as instalações físicas fossem concluídas, ainda no início deste mês.

 

No período de 31 de janeiro a 03 de fevereiro deste ano aconteceu uma ação integrada envolvendo a Emater, presente no município, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a prefeitura municipal, Conselho Nacional dos Extrativistas (CNS), Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a comunidade local para implantação de uma horta orgânica na escola. Neste processo cada entidade, além do apoio técnico, foi responsável por parte da logística necessária para a atividade: alimentação, combustível equipamentos para a implantação da horta na escola, desde a semente até o sistema de hidráulico para irrigação.

 

A iniciativa deste projeto partiu uma provocação do diretor da Escola São Sebastião Emanoel Cardoso ao chefe do escritório local da Emater em Curralinho, o engenheiro agrônomo Sandro Pinheiro, para que algo fosse feito em prol da complementação da merenda escolar e ainda fomentar junto às comunidades, através dos alunos da escola, o hábito de cultivar, produzir e consumir hortaliças orgânicas.  “Nós do escritório de Curralinho abraçamos a causa”, lembrou o chefe local.

 

O sistema de implantação a horta seguiu a técnica de aproveitamento de matéria orgânica produzida na própria localidade, ficando a horta pronta com todo o sistema organizado, leiras, sementeira, sistema de irrigação e ainda com orientações técnicas referentes aos tratos culturais.

 

Ainda segundo o engenheiro agrônomo Sandro Pinheiro esta atividade servirá também como incentivo para que outras escolas, considerando a carência de hortaliças produzidas no próprio município, adotem práticas como esta. “A nossa idéia é expandir também para outras localidades. Com parcerias estamos prontos para realizar a extensão rural. Mas para que isso ocorra é necessário que as comunidades se mobilizem, pois a nossa proposta é oferecer alternativas viáveis a partir das necessidades e demandas das mesmas”, ressaltou o chefe local que ainda considerou, “devido à grandiosidade geográfica do arquipélago do Marajó, se não houver parceria entre as instituições fica mais difícil realizar uma atividade como essa, pois o custo é muito alto”, enfatizou Sandro Pinheiro.

Texto: Kenny Teixeira

Fotos: Esloc de Curralinho