04/10/2017 - Regional do Marajó

Emater apóia mulheres rurais de Portel em independência, trabalho e renda

Assentadas da reforma agrária de Portel, do Marajó, devem começar a fornecer alimentos para a merenda escolar e para outras instituições públicas, como creches e abrigos, já no ano que vem.

O incentivo para a participação nos editais de chamada pública do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que costumam ser publicados em janeiro pela Prefeitura e pela Secretaria Estadual de Assistência Social, Emprego e Renda (Seaster) - respectivamente, está vindo de uma mobilização conjunta do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Setras). 
As agricultoras são de mais de 10 comunidades que integram a Associação das Mulheres Agroextrativistas da Ilha Grande do Pacajaí (AMAIGP). Todas são beneficiárias do bolsa-família.

“A situação da mulher rural em Portel sempre foi desafiadora: são donas-de-casa que acumulam o cuidado com os filhos, o trabalho nas roças de mandioca, a pesca artesanal, o extrativismo de açaí, a piscicultura. Fora isso, sofrem com a baixa escolaridade e com a submissão cultural aos maridos. Um dos esforços da Emater tem sido o diagnóstico socioeconômico das família, a capacitação contínua e o fortalecimento das organizações sociais”, resume o engenheiro florestal da Emater Milton Costa.

Além de reuniões com direcionamentos, estão previstas emissões de declarações de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf (daps), que habilitam aos mercados governamentais, mais cursos e oficinas. Uma dessas oficinas se realizou no último sábado (30), com o apoio da Prefeitura, com foco em geração de renda: 20 agricultoras da Ilha do Jacundaí, da Boca do Rio Anapu, aprenderam a confeccionar buquês de flores artificiais.

Texto: Aline Miranda
Fotos: Acervo da Emater