30/11/2017 - Maniçobeira desenvolvido pela Emater no Tauá foi destaque em Brasília

Projeto maniçobeira desenvolvido pela Emater em Santo Antônio do Tauá foi destaque em Brasília

O Projeto Maniçobeira é um trabalho desenvolvido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará), em Santo Antônio do Tauá, no nordeste paraense, que foi apresentado na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Brasília (DF), ontem (29), para a Rede Latino Americana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Relaser), com presença dos países Paraguai, Colômbia e Costa Rica, e de instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A apresentação foi feita pelo extensionista rural Ailson dos Santos Cardoso, que desenvolveu o projeto, acompanhado pela chefa do escritório local, Ana Lima.

A Emater foi convidada para apresentar uma experiência exitosa no evento organizado pela Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). E Ailson Cardoso disse que a repercussão foi bastante positiva: “os participantes acharam bem interessante uma planta nativa agregar tantos valores sustentáveis”.

O projeto é um trabalho desenvolvido pelo escritório local da Emater em Santo Antônio do Tauá junto aos agricultores familiares da Comunidade Remédio, na zona rural do município. É um trabalho que promove a produção de massa verde pelo cultivo da variedade de mandioca apta a produzir exclusivamente folhagem, uma espécie de boa palatabilidade e retenção foliar, alta produção de folha ciclo bastante prolongado, com característica arbustiva e robusta, de incipiente produção de farinha, conhecida popularmente na região como maniçobeira.

Inicialmente a experiência deu-se por aproximação do técnico com os produtores da Associação de Moradores e Produtores Rurais. A partir daí foi identificado o trabalho com a cultura da mandioca e com a maniçoba pré-cozida, unidades produtivas foram georreferenciadas, mapa temático foi produzido, e no processo, problemas foram levantados; como inapropriada infraestrutura, manipulação improvisada, despadronização de embalagens, rótulos frágeis, sistemas de organização incipientes, entre outros. “Cada um foi tratado a partir da convivência integradora que repercutiu na melhoria da qualidade da produção”, disse Cardoso. Ele apontou como resultados positivos, o aumento no número de famílias assistidas, das áreas de plantio, e da própria produção: “que gira em torno de 400 toneladas anuais, inclusive com exportação para o Amapá, mas cerca de 80% da produção, é destinada à capital do estado”. Por fim, ele ressalta as demais qualidades do produto: “bastante tolerância à poda e ao encharcamento”.

“E empreendimentos de sucesso já surgem com o sucesso do projeto maniçobeira. É o caso do projeto ‘Sabor Pará’, uma agroindústria familiar, com certificação artesanal, e com projeto de financiamento elaborado pela Emater tramitando no Banco, que é desenvolvido por produtor local, que planta e compra parte da produção executada no âmbito do Projeto Maniçobeira”, lembra Ana Lima.

Texto: Edna Moura

Fotos: Acervo Emater