03/12/2017 - Emater festeja obras e serviços com Flores e Vida

Emater festeja com Flores e Vida obras e serviços entregues pelo governador no entorno do Utinga

Moradores do Pantanal, refletidos na ação de um grupo de mulheres chamado “Garça das Flores”, participantes do curso Flores e Vida, ao obterem técnicas de cultivo de plantas e flores, se tornaram mais que empreendedores pessoais e familiares. Transformaram-se em colaboradores comunitários dos ajardinamentos de espaços públicos no entorno do Parque do Utinga, e cuidadores de horta e viveiro, projetos realizados na comunidade pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará). Tanto nos empreendimentos pessoais e familiares, quanto nos ajardinamentos públicos, e tratos de horta e viveiro, a Emater está, como há 52 anos, trabalhando junto com a comunidade. Esses, como vários outros benefícios, foram entregues hoje (3), pelo governador Simão Jatene,no entorno do Utinga.

Na cerimônia de entrega dos serviços no entorno do Utinga, acompanhando o governador, estava presente o Presidente da Emater, Paulo Amazonas Pedroso, que disse estar bastante satisfeito com a participação da Emater “neste trabalho gratificante, onde pudemos constatar o avanço do governo nas ações integradas, e no fortalecimento das ações pelos resultados alcançados”.

“É uma experiência exitosa, já inclusa no calendário de atividades dos escritórios locais da Emater, de Belém e de Ananindeua, além do próprio Regional”, declarou a engenheira agrônoma Josefa Nascimento, supervisora do Regional das Ilhas, que disse, “a partir de agora vamos fortalecer na comunidade as capacitações no âmbito do Projeto Cultivando Flores e Vida”.

Participaram do evento os engenheiros agrônomos Valdeides Marques Lima e Marco Antônio Ribeiro, elaboradores do projeto da estufa, que contempla horta e viveiro; e o engenheiro agrônomo Antônio de Pádua Salvador Dergan, que junto com o também engenheiro agrônomo Lucival Solin de Carvalho Chaves, ministrou o curso de cultivo de flores.

Os agrônomos envolvidos no projeto ressalvaram alguns aspectos positivos na produção de hortaliças na estufa comunitária: assistência técnica na unidade produtiva, trabalho de campo em zona urbana, perspectiva de segurança alimentar e de geração de renda, agregação do envolvimento comunitário, com práticas de acordo com os princípios da agricultura orgânica, “inclusive na produção de mudas”, frisa Valdeides Lima.

A estufa mede 100m², e tem 4 canteiros suspensos, de cerca de 7 metros de cumprimento, por 1,20 de largura. “e com espaço para mais 4 canteiros”, destaca Marco Antônio . Ela tem piso de seixo, é coberta com filme plástico de 150 micas, cerca de tela de livre ventilação, e aros de ferro na sustentação. Características que visam facilitar o espaçamento e o trato das culturas.

“Todo o arcabouço para materialização da ideia foi construído no curso”, ressaltou Solin. De lá pra cá a comunidade já plantou centenas de mudas de espécies de plantas floríferas e ornamentais, desde bastão de imperador, palmeiras, e enorme variedades de plantas menores, em canteiros, jardins, caramanchão, bosquinho, praças e pracinhas.

Enquanto o grupo se prepara para abastecer um espaço próprio de comercialização, um quiosque que está sendo concluído na praça central a ser inaugurada no entorno do parque, já comercializa algumas plantas envasadas lá mesmo na estufa comunitária.

E dentre as cuidadoras dos tratos culturais na estufa coletiva está Regiane Paixão, que segundo Solin, é uma “das baluartes”, desse trabalho. Ela disse: ”vocês nem podem imaginar o tamanho da minha satisfação com o trabalho desenvolvido pela Emater aqui conosco, principalmente em relação à concretização da horta comunitária”.

Texto e Fotos: Edna Moura