08/05/2018 - Torneio em São Félix do Xingu

Torneio estimula pecuária leiteira em São Félix do Xingu

Na sexta edição, o Torneio Leiteiro da Vila Tancredo Neves, na Colônia homônima, de 2 a 4 de maio, em São Félix do Xingu, no sul do estado, reuniu cerca de 200 pessoas.

 Promovido pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em parceria com Associação dos Pequenos Produtores de Leite do Alto Xingu (ASPPLAX) e comerciantes do município, o evento, realizado na propriedade do produtor Walter Souza, o Sítio Belgo Mineiro, teve como objetivo destacar o potencial leiteiro da região, confraternizar com as famílias, valorizar as tradições e comemorar o aniversário de 27 anos da Vila.

Concorreram seis produtores com 10 vacas da raça girolando. A vaca vencedora apresentou produtividade média de 32 quilos por dia (a medição é em quilos, e não em litros, para a aferição do volume, com dispensa da espuma), considerada “altíssima na região”, de acordo com o veterinário da Emater Antônio da Silva, responsável pelo assistência técnica direta. A média na região costuma ser de 6 quilos diários por animal. A premiação foi de R$ 5 mil, entre dinheiro e brindes.

Na Vila Tancredo Neves vivem cerca de 100 famílias. As principais atividades, além da pecuária de leite, são a pecuária de corte e o plantio de cacau. Já na região, chamada Colônia Tancredo Neves, vivem em torno de 15 mil famílias. A Emater presta atendimento desde 1996.  

Conforme o chefe do escritório local da Emater em São Felix do Xingu, o técnico em agropecuária Mário Silva, a bovinocultura leiteira é uma atividade cada vez mais expressiva: “A Emater é uma das principais agentes de expansão, com assistência técnica qualificada, intermediação de crédito rural com linha Mais Alimentos do Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], transferência de tecnologia, estímulo a organizações sociais, entre outros apoios. Eventos como esse, por exemplo, também despertam nos produtores o interesse para investir na aquisição de material genético, porque isso faz, sim, a diferença no rebanho e na produtividade”, explica.

 Texto: Aline Miranda

Fotos: Acervo da Emater