30/10/2018 - Fruticultor dobra a produção de acerola em Mojuí dos Campos

Fruticultor dobra a produção de acerola em Mojuí dos Campos

Quatro meses sem produzir acerola foi o tempo suficiente para acumular prejuízos e prejudicar o rendimento familiar. A situação ocorreu com Delande Pinto da Silva,fruticultor em Mojuí dos Campos, no oeste do Pará, que, aconselhado por produtor amigo procurou a Emater: “Bastou uma recomendação adequada para que em um mês as plantas voltassem a carregar”, disse o engenheiro de alimentos, Marcelo de Araújo Jares Martins, chefe do escritório local. Mas, essa história começou bem antes, na pequena propriedade de dois hectares na comunidade de Santa Rosa, a 10 km da sede do município.

Delande Pinto veio do nordeste brasileiro motivado a cultivar acerola na perspectiva de rápido retorno de investimento, diante da aptidão da fruticultura evidenciada pela agricultura familiar, no oeste paraense. De forma empírica ele começou a produzir, acumulando experiências, sem buscar assistência técnica. No final de 2017 sua produção declinou, chegando em maio de 2018 a  atingir quatro meses sem produzir, contabilizando  enorme prejuízo.

O produtor amigo que o aconselhou a procurar a Emater era seu principal cliente, o também agricultor familiar Ronilson Silva, proprietário da agroindústria de polpas de frutas Boa Fé, e cooperado da Cooperativa Mista Agroextrativista do Tapajós (Coomaplas), que havia se ressentido no abastecimento de seu empreendimento. Foi então que Delande Pinto solicitou a Emater para avaliar seu plantio. Daniel do Amaral Gomes, técnico em agropecuária, foi à propriedade e fez as recomendações necessárias que fizeram com que as plantas voltassem a carregar.

Marcelo Martins disse que em duas semanas, quase dois mil quilos de acerola foram comercializados. “A partir de agora a tendência é que o plantio retome a produção em 100% das plantas”. A produção agrega valor na agroindustrialização, “como  a  experiência na agroindústria do senhor. Ronilson Silva, que emprega e gera renda no município, movimentando mais de 200% do valor da fruta in natura”, lembra Martins. “Essa dinâmica é fruto de orientações técnicas repassadas pela Emater, como acontece tantas vezes no cotidiano rural, demostrando a relevância da atividade extensionista”, considera o técnico Daniel do Amaral.

Texto: Edna Moura

Fotos: Acervo Emater