10/01/2019 - Parceria

Emater e Banco da Amazônia têm meta de mais de R$ 300 milhões de crédito rural em 2019

Agricultores familiares do Pará devem receber este ano mais de R$ 300 milhões de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) pela parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e o Banco da Amazônia. O volume de recursos, especificamente de R$ 319 milhões, é uma das metas apresentadas pelo Banco da Amazônia para a continuidade de trabalho conjunto das duas instituições. As gestões se reuniram nesta quinta-feira (10), no escritório central da Emater em Marituba, região metropolitana de Belém, para deliberar sobre a renovação do convênio.

A presidente da Emater, Cleide Amorim, e o superintendente regional do Banco da Amazônia no Pará e Amapá, Luiz Lourenço de Souza Neto, assinarão o convênio até fevereiro. O documento terá vigência de dois anos, renováveis. Nele se ressaltarão medidas para a celeridade de análise dos projetos, a partir de esteiras de crédito, que centralizam o processo; capacitação intensiva dos técnicos da Emater quanto às planilhas e o aplicativo Terras e incentivo ao acionamento da modalidade Pronaf Produtivo Orientado (PPO), o qual contempla inovações tecnológicas com assistência técnica vinculada.

“Nosso setor de crédito está conseguindo acompanhar a evolução do sistema do Banco da Amazônia, e isso é fundamental no estreitamento de relacionamento, já no campo, em cada município, entre os gerentes das agências e os técnicos da Emater”, resume Cleide Amorim.

Para o superintendente do Banco da Amazônia, Luiz Lourenço de Souza Neto, um dos primeiros desafios é alcançar até junho a totalidade de cobertura do estado, com liberação mínima de créditos em todos os municípios, sobretudo nos considerados “áreas de difícil provimento”, por motivos de baixo índice de desenvolvimento humano (idh), logística mais complexa e localização geográfica: “Pretendemos atenção especial a regiões como Arquipélago do Marajó e o Baixo Tocantins. O plano é continuar desenvolvendo a agricultura familiar, com maior controle de qualidade e agilização da análise: pela parceria mais estratégica com a Emater, um trâmite de liberação que hoje dura em torno 120 dias deve se completar em 45 dias, no máximo”, diz.

Além de Cleide Amorim e Luiz Lourenço de Souza Neto, participaram da reunião o diretor técnico da Emater, Rosival Possidônio; o gerente de pessoas físicas e agronegócio do Banco da Amazônia, Misael Moreno; o chefe do Núcleo de Supervisão Estadual (NSE) II da Emater, Thiago Leão; a técnica de administração e finanças do NSE II, Alessandra Martins, e o assessor da presidência da Emater João Bentes.

Texto e fotos: Aline Miranda