02/04/2012 - Regional Conceição do Araguaia

Produção de citros desenvolve assentamentos no sul do Pará

Cento e cinquenta agricultores familiares de dois assentamentos do município de Conceição do Araguaia se preparam para a colheita de 750 quilos de citros, já no próximo mês. De pequenos bovinocultores, agora a produção foi otimizada graças ao trabalho realizado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). Há expectativa que a produção em cinco anos chegue a 13 toneladas de citros.

Foi após um convênio firmado entre a Emater e o Instituto nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), foi dado inicio as atividades nos Projetos de Assentamento (PA) Ingá 2 e Ingá 3, localizados no km 30 da PA 287, cerca de 40 quilômetros da sede do município, onde trabalham as Associações do Divino Espírito Santo, com 60 famílias, e a Vale da União, com 12 famílias.

Técnicos da Emater, durante o atendimento em assistência técnica, identificaram a potencialidade de instalar nos PAs a fruticultura. A opção foi pela produção de laranja, mexerica, limão, acerola e banana. As mudas, certificadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foram adquiridas a preço de custo.

Para impulsionar a produção, segundo o técnico agropecuário José Ernani Filho, que acompanha o trabalho desde o início, foram desenvolvidos projetos de Sistemas Agro-Florestais (SAFs), como formas de uso e manejo da terra, consorciando a fruticultura a essências madeireiras e não-madeireiras, como: mogno, castanha-do-pará, cumaru e piqui.

“Vimos na produção desses frutos uma chance de sustento alimentar, mas a produção constante uma chance de renda. Para que as famílias pudessem produzir conseguimos financiamento juntos aos agentes financeiros por meios da linha de crédito do Pronaf A”, informou.

A produção frutífera dos assentamentos está assegurada, já que a cooperativa dos assentamentos – por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – comprará o volume produzido.

Com a maturidade do projeto, mesmo após o fim do convênio interinstitucional, “a Emater perpetuou o atendimento nos assentamentos por ainda dispor de recursos para oferecer uma assistência técnica de qualidade. O projeto literalmente colhe bons frutos”, ressaltou Ernani Filho.

 

Texto: Kenny Teixeira