07/02/2019 - Regional de Conceição do Araguaia

Assentados de Conceição do Araguaia vão a Tucumã conhecer experiências da Emater com cacau

 

Nos últimos 29 e 30 de janeiro, por meio do escritório regional e dos escritórios locais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), um grupo de 10 assentados da reforma agrária de Conceição do Araguaia, na região do Araguaia, foi ao município vizinho Tucumã para conhecer experiências bem-sucedidas do plantio de cacau. Acompanharam o grupo o técnico em agropecuária da Emater em Conceição, José Ernani Filho, e o vice-prefeito do município, Rondiney Mundoco.

 

Os agricultores visitantes tradicionalmente trabalham com pecuária leiteira, plantio e beneficiamento de mandioca, plantio de abacaxi, plantio de banana, criação de pequenos animais, horticultura e beneficiamento de frutas, com produção de polpa de acerola e goiaba. O objetivo foi apresentar as possibilidades tecnológicas para o cacau e os resultados alcançados com o atendimento da Emater no contexto da região do Araguaia. Houve visita a duas propriedades-modelo e demonstração de procedimentos como produção de sementes e sistema de sombreamento. Também se palestrou sobre mercado, preços, oscilação de lucro e vantagens do cooperativismo.

 

O intercâmbio fez parte de uma estratégia maior do escritório local Emater de Conceição de expandir a cadeia produtiva do cacau na agricultura familiar, com o apoio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, da Prefeitura e de uma mineradora estrangeira. Atualmente, a Emater lá acompanha 18 produtores, que ainda trabalham em pequena escala. Apenas um, com 7 mil plantas, já atua com relevância na atividade. O plano mais imediato é capacitar e reproduzir mudas, a partir de clones e análise de solo.

“O cacau é uma alternativa excelente para a diversificação das atividades da agricultura familiar de Conceição, porque é uma cultura permanente, duradoura, ao contrário do leite, que continuamente demanda investimento e atualização, do acabaxi, que é uma cultura semiperene, da mandioca e do hortigranjeiro. Nossos solos são propícios. Na prática, o cacau é capaz de frutificar por 30, 40 anos”, explica José Ernani Filho.

Tucumã, junto com Ourilândia do Norte e São Felix do Xingu, representa um universo de 1 mil e 200 produtores de cacau.

De acordo com o chefe do escritório local da Emater em Tucumã, o técnico em agropecuária Rónnie Peterson, “foram repassadas informações-chave sobre plantio, tratos culturais, controle preventivo de pragas e doenças, adubação. A oportunidade é de entender erros e acertos da própria Emater quando no processo de incentivo e assistência técnica em um município da mesma região e como se estrutura e se planeja a inserção e o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau”, diz.