05/04/2012 - Regional Tocantins

Emater promove intercambio técnico em bioenegia

Nos próximos dias 10, 11 e 12 de abril, acontece no município de Moju um intercâmbio técnico entre produtores rurais atendidos pela Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e técnicos de quatro regionais da empresa. A estimativa é que se reúnam 60 participantes em uma troca de experiências em bioenergia focando na ambientação na prática do dendê.

O objetivo maior desta atividade será a socialização da informação entre os técnicos do regional do Tocantins, que promovem o evento, e os técnicos dos regionais de Castanhal, São Miguel do Guamá, Capanema, além de especialistas do escritório central da Emater.

Segundo a engenheira agrônoma e bióloga Lidiane Silva, coordenadora do projeto atividade de bioenergia, o intercâmbio técnico vai oportunizar que técnicos de outros escritórios possam aplicar as técnicas no plantio do dendê em outras regiões do estado. “O trabalho iniciou no regional de Tocantins, pois aquela região tem aptidão edafoclimática [condição de solo e clima] propícia como estabelece o ZEE [Zoneamento Ecológico-Econômico]”, disse.

Na programação que inicia no dia 10 está prevista para às 16 horas a apresentação do histórico do plantio de dendê na região, em Abaetetuba. Já no dia 11, em Moju, haverá atividades de campo no assentamento Calmaria II, na PA 150 km 50, e na Comunidade do Arauaí, além de visita ao projeto piloto da Agropalma – empresa pioneira no trabalho com o dendê na região. Mas será no dia 12 a sociabilização das perspectivas do projeto de bioenergia na Emater.

Dendê faz história

No município de Moju, desde 2002, é aplicado o “Projeto Arauaí”, o primeiro voltado para agricultura familiar no Brasil. Segundo Genilson Pompeu, chefe do escritório local de Mojú, atualmente 184 famílias fazem parte deste projeto no Alto Mojú, sendo que a proposta é aumentar o atendimento para 500 famílias. “A Emater está trabalhando junto com esses produtores como a captadora de crédito rural”, explicou e complementou, “é de responsabilidade da Emater identificar o agricultor que possui o perfil para a cultura do dendê, além de oferecer a qualificação necessária para a produção”.

 

Texto: Kenny Teixeira