21/11/2012 - Regional Santarém

 

 

Equipe da Emater aprende técnicas de manejo sustentável na Flona Tapajós

Técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) permanecem até esta quarta-feira (21) na Floresta Nacional do Tapajós (Flona), no município de Santarém (oeste do Pará), participando da primeira aula prática do “Florestabilidade”, projeto que orienta sobre manejo florestal sustentável e capacita a equipe para ser multiplicadora das informações nas comunidades de agricultores familiares e extrativistas.

Derrubada direcionada, planejamento de arraste, arraste, romaneio e transporte do pátio de estocagem ao pátio principal são etapas que precisam ser seguidas durante a exploração dos recursos madeireiros. Aplicar essas técnicas garante, inclusive, a segurança do manejador e a manutenção da qualidade da produção.

Dentro da Flona, a equipe acompanha o manejo florestal madeireiro de 23 espécies comerciais, como o ipê e a maçaranduba. A madeira vendida in natura beneficia diretamente a construção civil. A área, com mais de 500 mil hectares, é trabalhada desde 2006 por cerca de 25 comunidades, por meio do Projeto Ambé.

Toda a retirada dos recursos da floresta é realizada com impacto reduzido. A exploração prioriza a manutenção da floresta em pé, sempre respeitando o ciclo regional das espécies. A segunda retirada de material na mesma área só acontece no prazo de 25 a 30 anos após a primeira colheita.

Andiroba - Em campo, os extensionistas também conhecem toda a infraestrutura para a exploração do óleo de andiroba, realizada pela comunidade Santo Antonio, no Projeto de Assentamento Moju. O beneficiamento do óleo ainda é artesanal, mas inclui novas tecnologias que melhoram a qualidade do produto. A comunidade já vem utilizando a andiroba na produção de shampoo, sabonete e pomadas. Todos os produtos são comercializados na própria região.

Visualizar as técnicas de exploração com sustentabilidade também ajuda a aperfeiçoar o trabalho de assistência técnica e extensão rural já desenvolvido pela Emater no município de Almeirim (no oeste do Estado), dentro de reservas ambientais. A experiência permite ainda adquirir mais conhecimentos, para beneficiar as mais de 70 famílias que a empresa atende dentro da Comunidade Extrativista Aramanduba.

Na área, rica em pescado, açaí, castanha do Pará e essências florestais, os recursos não madeireiros acabam sendo desperdiçados devido à falta de conhecimento na exploração de óleos, como copaíba e andiroba. “Multiplicar as técnicas de exploração desses recursos não madeireiros vai ajudar, inclusive, na melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas”, ressaltou Elinaldo Martins, técnico da Emater.

Texto: Iolanda Lopes