14/01/2013 - Regional das Ilhas

 

 

Emater apóia a organização social de comunidades rurais em Mosqueiro

 

Um grupo de 20 mulheres agricultores do distrito de Mosqueiro, Região Metropolitana de Belém, da Comunidade Sucurijuquara, está preparado para lucrar nas épocas de veraneio e datas festivas, momentos em que a Ilha recebe um grande número de turistas. Neste período de entressafra do feijão, por exemplo, elas estão lucrando com produtos provenientes da agricultura familiar, graças ao trabalho da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), por meio do escritório de Ananindeua, que as capacitou, e as acompanha a quase um ano, na comercialização de iguarias.

Quinzenalmente, técnicos da Emater têm frequentado a comunidade, que fica a cerca de oito quilômetros do centro comercial de Mosqueiro, para atender as mulheres da Associação Arlinda Gomes do Vale. A presidente da Associação, Francilene Castro procurou a Empresa pedindo apoio para a organização social delas.

O atendimento, coordenado pela técnica social da Emater, Maria Hilma Gurjão, foi no propósito de levar a elas o conhecimento desde o preparo dos alimentos até orientações para a comercialização dos produtos. “O trabalho que apresentamos é fruto de um processo de organização, onde se dedicam a prestar assistência técnica no campo nas mais diversas atividades. Na comunidade do Sucurijuquara, a finalidade do grupo é trabalhar um projeto de produção de alimentos e geração de renda, visando a garantia da segurança alimentar na comunidade”, explicou.

            Na localidade as agricultoras já estão aptas a produzirem biscoitos, cocacas, doces em geral. O objetivo é fazer com que elas aproveitem o que a agricultura proporciona, beneficiando-a e agregando valor, tendo a orientação alimentar como parte do preparo global de educação, “contribuindo assim para o aproveitamento racional dos recursos disponíveis na comunidade, considerando ainda a necessidade do emprego de técnicas corretas da utilização de alimentos prevenindo assim o desperdício e perdas nutricionais dos mesmos”, disse a técnica.

            Ainda segundo a Técnica Social Maria Hilma da Silva Gurjão, o que se espera é que com a troca de conhecimentos adquiridos por meio das reuniões, oficinas, excursões e visitas técnicas, desperte o interesse dessas mulheres que tem na venda das iguarias uma fonte de renda alternativa. “Essa trabalho ainda contribui para uma reflexão que conduza a busca pelo consumo e comercialização de alimentos saudáveis, garantindo também a cada participante do grupo a melhoria de vida e a complementação da renda familiar”, finalizou.

 

 

 

Texto: Kenny Teixeira