25/10/2011 - -

Capacitados pela Embrapa, técnicos da Emater incentivarão dendê
 
Fonte: Mauro Jonas
 
A terceira e última turma do Programa de Qualificação de Agentes da Assistência Técnica e Extensão Rural para a Cultura do Dendê na Região Amazônica, promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Amazônia Oriental, com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), entre outras instituições, concluiu o curso na quinta-feira (20). Dela fizeram parte seis extensionistas (entre técnicos agropecuários e engenheiros agrônomos) de quatro escritórios regionais da Emater: São Miguel do Guamá, Castanhal, Capanema e Tocantins.

A qualificação, com carga teórica e prática, foi uma das metas do Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo, lançado ano passado pelo governo federal. Ao todo, foram capacitados 25 profissionais da Emater.

“Foi uma oportunidade de atualização tecnológica e de aprendizado panorâmico acerca de todas as etapas da produção de biocombustível, bem como das possibilidades de inserção da agricultura familiar nesse mercado”, resumiu um dos alunos, já com o certificado de 239 horas de aula em mãos: o técnico em agropecuária Mauro Jonas Queiroz, do escritório local da Emater em Bonito, no nordeste paraense.

Naquele município, segundo ele, cerca de 30 famílias, tradicionalmente cultivadoras de mandioca e criadoras de gado leiteiro e de corte, já negociam com uma agroindústria particular a parceria de plantio de dendê e garantia de compra. “A Emater está acompanhando essa aproximação. Pretendemos, daí, auxiliar os produtores na conscientização ambiental e na diversificação da produção, sempre evitando a monocultura”, diz.

De acordo com a gerente do programa de biocombustíveis da Emater, a engenheira agrônoma Lidiane Silva, a Empresa hoje atua na cadeia produtiva do dendê de 20 municípios, emitindo declarações de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para mais de cinco mil famílias, processo no qual os técnicos precisam realizar avaliação patrimonial das áreas de plantio e analisar a capacidade de pagamento do crédito, por parte do agricultor familiar.

 "Neste momento, em que o dendê vive uma conjuntura de expansão, a Emater tem uma representação significativa, ajudando na discussão dos benefícios e potenciais econômicos, ambientais e sociais do dendê para o agricultor familiar da Amazônia", afirma Silva.