01/11/2011 - -

Indígenas de Jacareacanga recebem qualificação da Emater

Indígenas de diversas aldeias do município de Jacareacanga receberam qualificação para a produção de farinha de mandioca da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), por meio do escritório local, no início do mês de outubro. Quarenta índios foram capacitados. Coma produção melhorada, índios pensam no mercado do município de Itaituba e região. Há previsão para dezembro outras atividades como esta em outras aldeias da região.

O Curso de Melhoramento da Qualidade da Farinha de Mandioca e Demonstração Técnica de Plantio da Cultura, que aconteceu no período de 08 á 16 do mês passado, contemplou as aldeias Santa Maria e Caroçal, que já trabalham com a produção de Farinha. Mas também a houve a presença indígenas de outras aldeias, como: Missão Velha, Cajual, Pratati, Muiuçu, Bananal Cururu, Ayperep, Kurap, Munduruku, Morro do Careca, Flechal e Boca da Estrada, somando um total de 40 indígenas aptos a fazer uma farinha de melhor qualidade.

Segundo o chefe do escritório local da Emater, Raimundo Delival, que ministrou o Curso, os indígenas foram orientados sobre plantio correto da mandioca – obedecendo o espaçamento entre os pés, além da seleção de maniva semente. Já sobre a qualidade da farinha o treinamento foi voltado para a limpeza e escovação da mandioca, “fator que garante uma farinha mais clara, que é mais aceita pelo mercado consumidor”. Voltado para a comercialização, os índios foram ensinados sobre a produção de farofa amanteigada e tapioca em grão.

Ainda segundo o técnico, Raimundo Delival, este curso só foi possível pelo apoio de parceiros. Acompanhado de um técnico da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) no município, a receptividade e aproveitamento dos indígenas foi considerado positivo. A atividade aconteceu por meio de parceria das duas instituições com a Prefeitura Municipal de Jacareacanga através das Secretarias de Agricultura e de Assuntos indígenas.  “Como as aldeias são muito distantes, levamos dois dias de voadeira para chegar até lá. Os custos com combustível é outro agravante. A Emater sozinha não teria condições de fazer esse trabalho. Mês que vem seguiremos com este treinamento para outras”, reforçou Delival.

O Cacique André Munduruku, da Aldeia Santa Maria, demonstrou a satisfação em receber esta qualificação da Emater e relatou ser um feito inédito para aquela comunidade indígena. “Ficamos muito felizes em receber este trabalho da Emater. Agora vamos poder melhorar a nossa farinha e vender para o mercado local”, disse e complementou, “isso nunca tinha acontecido nas terras indígenas Mundurukus. E que venham outras capacitações que a nossa aldeia está pronta para receber”, convidou.