09/11/2011 - -

Emater entrega 83 CARs em Inhangapi após mutirão

 

Está prevista para primeira semana de dezembro a entrega simbólica de 83 Cadastros Ambientais Rurais (CARs) no município de Inhangapí. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) realizou um mutirão 17 a 21 de outubro, quando 18 técnicos foram a campo, georeferenciar pequenas propriedades. O trabalho está na fase deinclusão dos dados coletadosno sistema da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) para a emissão do documento.

Em cinco dias de trabalho, técnicos vindos dos municípios Santa Izabel do Pará, Castanhal, Colares, Santo Antônio do Tauá, Vigia, São Francisco do Pará, Igarapé-açu, se uniram aos quatro de Inhangapi, para a realização deste mutirão – que já está sendo considerado um sucesso -, que objetivou a realização do “carperímetro” (georreferenciamento das propriedades e perfil socioeconômico preliminar).

A iniciativa da Emater aconteceu em parceria com a Prefeitura Municipal, visando atender as demandas da Secretaria de Meio Ambiente. Ao todo foram cadastradas 83 propriedades. Segundo o Supervisor Regional de Castanhal, Rosival Possidônio, a empresa já foi novamente procurada pela prefeitura Inhangapiense para que ainda este ano fosse feito um novo mutirão.

“Na primeira semana de dezembro entregamos os CARs de Inhangapi e dos dias 5 a 9 realizaremos o curso de CAR para os técnicos de Tomé-açu, onde pretendemos também fazer mutirão. Portanto, só voltaremos a Inhangapí no inicio do ano que vem”, se comprometeu Possidônio.

O supervisor do Regional de Castanhal explicou também que os quatro técnicos lotados no escritório local da empresa em Inhangapi estão aptos a proceder em novas demandas de CAR no município. “Acreditamos que a procura será grande”, avaliou.

De posse do CAR, o pequeno produtor poderá ter acesso a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) – ponto de partida para aquisição de crédito rural para fomentar a produção.

Segundo o Técnico em Agropecuária, Carlos Eduardo Costa, que foi a campo, o quantitativo de 83 propriedades georeferenciadas só foi possível pela união dos técnicos participantes. Equipados com GPS, veículos e divididos em duplas, em cinco dias, os profissionais enfrentaram condições complicatórias para o êxito das atividades. Localidades de difícil acesso, agricultores sem documentação mínima necessária, foram alguns dos problemas encontrados. “Este trabalho de campo é extremante difícil, até para quem já está acostumado. Mas estamos felizes com o resultado”, resumiu o técnico.