Emater no evento no Hangar

09 de Setembro das 16:00:00 às 19:00:00 no Hangar. Um evento de ..

Emater mostra ações de ater junto às populações tradicionais no evento de sociobiodiversidade no Hangar

Na sessão técnica Assistência Técnica e Extensão Rural para Populações Tradicionais, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará), falou de Comercialização de produtos florestais não madeireiros no contexto do Arquipélago do Marajó, e de Ater pública para usuários das Resex’s Curuçá, São João da Ponta e Santarém Novo, dia 9, no multievento internacional de sociobiodiversidade, no Hangar,  em Belém. A sessão foi coordenada pelo assessor da Diretoria Técnica, Paulo Lobato.

Sobre as experiências vivenciadas no processo de execução da Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural em Unidades de Conservação de Uso Sustentável e Projetos de Assentamento Agroextrativistas em Situação de Extrema Pobreza na Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá, São João da Ponta e Santarém Novo, a extensionista rural do escritório local da Emater em São João da Ponta, Zélia Vanuza Marques, disse que a sazonalidade do trabalho do extrativista e a descapitalização das famílias foram algumas dificuldades encontradas pelas famílias. Mencionou perspectivas, como a compreensão da dinâmica do trabalho extrativo, fortalecimento das organizações, relações de solidariedade, legitimação de metodologias, e enumerou avanços, como o fortalecimento das bases para a consolidação dos processos organizativos e de gestão comunitária, além do fortalecimento da rede de solidariedade entre as mulheres, as grandes protagonistas nas comunidades.

Na exposição das ações implementadas pela Emater junto às famílias extrativistas para identificação de potencial extrativo, manejo de produtos não madeireiros, organização social e comercialização, Alcir Rodrigues Borges, supervisor regional do Marajó, falou do trabalho de Ater realizado pela Emater, com serviço de educação não formal, de caráter continuado, no meio rural, promotor de processos de gestão, produção, beneficiamento e comercialização das atividades e serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive das atividades agroextrativistas e manejos florestal e artesanal. Citou a definição de Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM’s), usada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), mostrou o perfil das associações e cooperativas de agroextrativistas, relacionou o envolvimento familiar, a atuação dos moradores, e destacou o protagonismo realizado pelas mulheres extrativistas.  Relacionou alguns entraves e também algumas perspectivas, como valor agregado do produto, famílias com registro de produto orgânico, geração de renda, organização comunitária fortalecida, e execução de trabalho de rede de parcerias.