Regional do Marajó

Assentados de Afuá devem receber mais R$ 200 mil de crédito rural para manejo de açaizais

Com projetos do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e liberação do Banco da Amazônia, assentados da reforma agrária de Afuá, no Marajó, devem receber, até fevereiro, mais de R$ 200 mil de crédito rural para aplicar no manejo de açaizais nativos. Esse é o primeiro lote no Marajó de Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) A, uma modalidade exclusiva para assentados, cujas declarações de aptidão (daps) têm que ser emitidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

  As nove famílias (oito do assentamento Ilha Queimada e uma do assentamento Carás) são extrativistas e vivem também da pesca artesanal. Cada uma se beneficiará de mais de R$ 26 mil, para trabalho sobre 4,5 hectares. De acordo com a equipe especialista da Emater, em dois anos a intervenção de manejo aumenta em no mínimo 50% a produtividade, além de estender a safra, originalmente de seis meses, em cerca de dois meses.  

“Muitos agricultores da região por incontável tempo dependiam financeiramente da exploração ilegal de madeira. Com a fiscalização e a adequação à lei, surgiu um déficit no orçamento.  Assim, o extrativismo de açaí se consolidou como  principal atividade comercial das comunidades. A Emater tem mostrado que o manejo torna a atividade sustentável, ecológica e super rentável,  ainda mais porque a safra de açaí nativo em Afuá, de março a julho, coincide com a entressafra de açaí nativo em Belém, o que traz muitos compradores de lá, com boas propostas de preço”, explica o engenheiro agrônomo da Emater Alfredo Rosas.

Outros 90 projetos de crédito do Pronaf A dos mesmos assentamentos devem ser encaminhados pela Emater ao Banco da Amazônia ainda este semestre.

Texto: Aline Miranda - 11/01/2019