Regional do Marajó

 

Emater de Gurupá elabora mais 50 planos de manejo de madeira em várzea

Depois de elaborar 11 planos de planejo que resultaram, no fim do ano passado, nas primeiras aprovações ambientais para exploração em áreas de várzea de Gurupá, no Marajó, o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) está desenvolvendo mais 50 estudos similares para extrativismo de madeira na comunidade ribeirinha Santa Luzia, onde a produção de açaí e a piscicultura sustentáveis, às margens dos rios Moju e Mararu, ainda convivem com dezenas de serrarias familiares ilegais.

“Os planos de manejo organizarão, em termos preservacionistas e de produtividade, os sistemas de extração da madeira. Também ajudarão na legalização das serrarias. Até porque a extração de madeira não é por si só uma atividade criminosa, nem necessariamente predatória. É plenamente possível retirar e comercializar madeira mantendo a floresta em pé, e até reflorestando”, explica o engenheiro florestal Ted Fonseca, chefe do escritório local da Emater.

Pelo menos 20 dessa segunda leva de planos devem ser concluídos ainda este semestre. Os outros 30 estão em fase de inventariado, no qual os técnicos da Emater realizam um levantamento florístico, identificando as espécies existentes – na maior parte, andiroba, macacaúba, pracaúba e virola.

Até o final do ano, a Emater apresentará os documentos completos à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que deve emitir autorizações de exploração florestal.

Segundo Fonseca, se aprovados os planos de manejo, as famílias agregarão valor à madeira, qualificando e ampliando o mercado formal, que só absorve produtos certificados.

 

 

Texto: Aline Miranda - 17/04/2012