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Emater entrega mais de 300 CARs em Paragominas, "município verde"

 

      Em 20 de agosto último, mais de 300 Cadastros Ambientais Rurais (Cars) foram entregues simbolicamente pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) a agricultores familiares de Paragominas, no nordeste do estado, durante a 45ª Feira Agropecuária do município. O trabalho de coleta de dados, inclusão no sistema da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e emissão do documento teve a parceria do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

      A idéia das duas instituições é apoio mútuo para elaborar até o fim do ano pelo menos o “carperímetro” (georreferenciamento das propriedades e perfil socioeconômico preliminar) da agricultura familiar de Paragominas – que, depois de ter sido denunciado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como umas das zonas amazônicas de desmatamento recordista,  hoje desfruta como exemplo de sucesso do programa Municípios Verdes, do governo estadual.

      “Em termos de agricultura tradicional, temos o compromisso inicial de emissão do Car com cerca de 400 famílias, que vivem principalmente do cultivo de mandioca e do gado leiteiro”, aponta o engenheiro agrônomo Roberto Vieira, chefe do escritório local da Emater.

      De acordo com ele, um dos principais problemas ambientais das comunidades é o desmatamento para a criação de pasto. “Mas o CAR não é só um título: faz parte de todo um plano governamental de educação e viabilização ambientais e auxilia na autenticação da sustentabilidade de projetos que demandem crédito rural”, diz.

      Para o gerente do programa de gestão ambiental da Emater, engenheiro florestal Edir Queiroz,  a adequação do agricultor familiar à legislação ambiental, processo do qual o CAR é ferramenta essencial, perpassa a conscientização de que a floresta em pé permite, sim, lucro considerável, a partir de planos de manejo. “Há muito superou-se a idéia de que agronegócio precisa destruir a natureza: hoje em dia, com informação e tecnologia, sabe-se que é plenamente possível produzir bem preservando tanto quanto”, explica.

Texto: Assessoria de Comunicação - 25/08/2011