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Dia de Campo em Castanhal apresenta ração de mandioca para galinha caipira

      Um Dia de Campo promovido no último dia 25 pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Castanhal, no nordeste do estado, apresentou a vinte criadores de galinha caipira a possibilidade de substituir a ração industrial, que representa cerca de 75% dos custos da atividade, por uma alternativa baseada em mandioca, cultivo típico da agricultura familiar. Eles também puderam conhecer as condições ideais de criação, com pastejo rotacionado, para que o capim de algumas áreas não se esgote, galpão de recolhimento das aves, com vistas a protegê-las de sol e chuva, e cerca viva com estacas da planta gliricídia, em vez de arame farpado. 

     Também estiveram presentes no Dia de Campo representantes de sindicatos, associações, cooperativas, prefeitura e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia  do Pará (Ifpa).

      O evento foi realizado em uma propriedade localizada no assentamento João Batista II, onde vivem 157 famílias. O Sitio Bico Seco é do casal Florêncio Jorge e Sulamita Mendes, atendido pela Emater desde 2008. Ali a Emater instalou, em janeiro deste ano, uma unidade demonstrativa (ud) com 200 frangos, que já foram abatidos no próprio Dia de Campo e vendidos a R$ 20 reais cada. A capacidade da estrutura aviária é para até 350 aves. Os recursos para a construção, de R$ 4 mil, fazem parte de um convênio da Emater com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

     De acordo com a veterinária da Emater Vanessa Monteiro, responsável pelo projeto, a alimentação alternativa dos frangos garante a caracterização deles como “caipiras”, o que não acontece quando se usa ração industrial. Além disso, o acesso a novas tecnologias, mesmo que artesanais, permite ao pequeno criador estruturar, em termos de comunidade, uma cadeia produtiva e comercializar com segurança e lucro. “A tradição de se criar galinha solta com ração industrial, que é muito cara, não permitia abates apropriados e muitas vezes provocava ganho zero para o produtor.Com o apoio da Emater, os criadores podem participar inclusive de mercados governamentais, como o da merenda escolar”, diz Vanessa Monteiro.

Texto: Assessoria de Comunicação - 05/09/2011