-

Extensionistas da região de São Miguel fazem excursão técnica para Igarapé-Açu

      Em 2 de setembro, trinta e cinco profissionais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) atuantes em 13 municípios da região de São Miguel do Guamá, no nordeste do estado, foram a Igarapé-Açu conhecer experiências bem-sucedidas conduzidas pelo escritório local da Empresa.  O intercâmbio teve a presença da presidente da Emater, Cleide Amorim, do diretor técnico, Humberto Reale, do supervisor regional de São Miguel, Henrique Ferro, e do supervisor regional de Castanhal, Rosival Possidônio - além de outras autoridades políticas, de representantes de instituições parceiras, como Banco do Brasil (BB), e de cerca de 50 agricultores.

      “A Emater tem como política a integração funcional, que acaba refletindo na interação científica, tecnológica. A proposta também é de consolidarmos uma identidade extensionista, de colaboracionismo e de aproximação pessoal”, afirmou a presidente Cleide Amorim.

      Foram visitadas duas propriedades familiares, em que as principais atividades são fruticultura irrigada e consorciada e cultivo de pimenta-do-reino. O chamariz de uma das áreas é uma unidade demonstrativa (ud), instalada pela Emater em abril deste ano, de gliricídia como estaca viva para o plantio da trepadeira de pimenta, no lugar do uso de tutores mortos, em geral madeira de desmatamento sem manejo. A disseminação da tecnologia da gliricídia inclusive é uma das metas de convênio vigente entre a Emater e a ong japonesa Amazon Agroforestry.

      O grupo também conheceu dois projetos de hortas comunitárias, executados a partir da parceira entre a Emater e programa Pará Rural, da Secretaria Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip).

      A excursão encerrou com a visita a uma área de plantio da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), na qual se desenvolvem 680 pés de pimenta-do-reino sustentados por gliricídia.

      De acordo com o engenheiro agrônomo Leandro Pinheiro, chefe do escritório local da Emater em Igarapé-Açu, o município é  referência em alguns cultivos porque a economia ali tem motor fundamentalmente rural: “Pimenta-do-reino e fruticultura da agricultura familiar estão consideravelmente desenvolvidos aqui em Igarapé-Açu, com o uso expansível de tecnologia, organização social dos agricultores e capacitação contínua das comunidades”, diz.

      Para a engenheira agrônoma Luniara Bastos , a oportunidade foi de “contato e aprendizado”. Ela, que trabalha na Emater a apenas cinco meses e é lotada no escritório local de Ulianópolis, acredita que iniciativas como a do intercâmbio aproximam os colegas e permitem troca real de idéias e práticas: “É mais uma maneira institucional de superarmos o isolamento geográfico-social típico do trabalho extensionista em algumas comunidades do interior do Pará”, resume.

Texto: Assessoria de Comunicação - 09/09/2011