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Parceria entre MDA e Emater estimula sistemas de produção integrada em São Félix do Xingu

 

Nessas segunda (7) e terça-feira (8), fiscais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) validaram a atuação do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em São Felix do Xingu, no sudeste do estado, na execução das ações previstas na chamada pública que visa a estimular sistemas de produção integrada, sobretudo os agroflorestais, no município.

 Pelo contrato entre Emater e Ministério, firmado no fim de 2010, desde o começo deste ano 350 famílias de dez comunidades, tradicionalmente pecuaristas e plantadoras de cacau e milho, estão tendo apoio para implantar atividades de reflorestamento com frutíferas (cupuaçu e castanha-do-pará, entre outras) e madeira (tatajuba), de manejo de pastagens e, por fim,  de plantio de culturas para recuperação do solo, como arroz, conjugando lavouras de subsistência e criação de gado.

“A proposta é estruturar as propriedades para que cultivem com sustentabilidade e se recomponham ecologicamente, já que a pecuária extensiva resultou em um desmatamento crônico.  Hoje, os agricultores familiares de São Félix diversificam as atividades, mas sem um sistema de integração, o que provoca problemas ambientais e repercute em baixa produtividade”, explica o engenheiro agrônomo da Emater Deusdeth Guarina.

Segundo ele, por exemplo, por conta do subaproveitamento das áreas, nas quais ainda faltam piqueteamento ou divisão de pastos,  o gado leiteiro, “criado a pleno sol”, representa  uma produtividade pelo menos 50% aquém do potencial: “Aqui se tiram até dois litros diários por animal. O mínimo deveria ser cinco”, ilustra.

A chamada pública em questão está em fase de diagnóstico pela Emater, com georreferenciamento das propriedades e pesquisa socioeconômica. Os dados coletados estão sendo inseridos, via internet, no sistema Sig@ Livre Sustentável, do MDA.  “O Sig@ Livre é um sistema de monitoramento das informações e de organização informatizada do planejamento e execução das chamadas públicas. Estamos alimentando em caráter piloto”, explica a historiadora da Emater Alcilene Conde.

Texto: Aline Miranda - 11/11/2011