Regional de Altamira

Endereço: Altamira
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Nove  municípios integram a região administrativa do Regional Altamira no âmbito gerencial da Emater-Pará. O Regional é  constituído pelos municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu.

A eficiência produtiva percorre as vias de acessos das políticas públicas (em Programas como o PAA, Pnae, Minha Casa e Minha Vida Rural), que empurram o desenvolvimento socioeconômico impactando na produtividade da agricultura familiar, passando pelos cultivos de culturas anuais e perenes, como a cacaicultura (bem destacada na região, com municípios no topo brasileiro  de produtividade, caso de Medicilândia).

A região atua fortemente nas seguintes atividades: hortifrutigranjeiro, mandioca, pimenta-do-reino, pecuária de corte e leite, criação de animais de produção (aves, suínos e ovinos), culturas alimentares (arroz, feijão e milho), pesca e piscicultura, incentivo à políticas publicas, estímulo à hidroponia,  e aos Sistemas Agroflorestais (Saf’s).

No município de Altamira, sede do Regional do mesmo nome, a fruticultura tem sido o destaque do trabalho da Emater, uma vez que a empresa vem atuando fortemente nos projetos de açaí irrigado e estímulo ao plantio de mudas geneticamente melhoradas de cacau, banana e cupuaçu. Além do incentivo pontual nos cultivos de abacaxi, maracujá, pitáia, mamão, melancia, acerola, entre outros.

Além da elaboração de Cadastro Ambiental Rural (CAR), ação na qual o Regional Altamira é destaque no Pará, com mais de 15 mil CAR’s elaborados nos últimos 4 anos. Também atua na emissão de Declarações de Aptidões (Dap’s), ao Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf); e na Elaboração de projetos de Crédito Rural.

Desde 2014 a Emater trabalha na região com o Consórcio Norte-Energia, por meio de Cooperação Técnica, no contexto do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-Xingu), que prevê a implantação de Unidades Demonstrativas (UD’s). Alguns resultados desta Cooperação: UD de mandioca; cultivo protegido de hortaliças; 2 SAF’s (Sistemas Agroflorestais); realização de dias de campo; construção de 2 escritórios locais (Altamira e Vitória do Xingu); Emissão de CAR´s e DAPs; doação de 6 veículos para apoio logístico. As famílias selecionadas foram impactadas diretamente pela construção da hidrelétrica de Belo Monte. O valor global do Termo de Cooperação técnica foi de um milhão, cento e quarenta e um mil, setecentos e vinte e dois reais e oitenta centavos, com prazo de conclusão para julho de 2018.

Outras parcerias destacadas da Emater na região têm sido realizadas, como com  a Secretaria de Estado de Agricultura (Sedap), o Instituto de Desenvolvimento Florestal (Ideflor), as Prefeituras Municipais,  e Associação Ruralista dos Agricultores do Xingu (Ardax), Universidade Federal do Pará (Ufpa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Nacional do Índio (Funai), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), cInstituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Bano da Amazônia (Basa), e Banco do Brasil (BB), entre outras.

A atividade econômica de produtos florestais não-madeireiros, como os óleos de andiroba,  copaíba e patauá,  castanha-do-pará, seringa, breu, mel, artesanato, e equivalentes, valoriza a cultura dos povos e populações tradicionais. Há também na região perspectivas no mercado não-estruturado, como o mercado de carbono e ICMS Ecológico.

Um dos maiores desafios é a necessidade de ordenamento territorial. A organização fundiária é fundamental para que o setor produtivo avance. Para isso é necessário que haja um enfrentamento conjunto por ações integradoras. A participação de todos os agentes torna-se vital na prática institucionalizada.  

Diante de perspectivas de verticalizações das cadeias produtivas, como a cadeia do cacau, com possibilidades de criação de cursos profissionalizantes específicos; deve-se considerar a intensificação da presença de instituições de ensino  formal e profissional para atender a mão-de-obra regional.

Sobre a presença de instituições de educação formal e profissional é preciso que seja estratégica, incisiva e conectada às distintas esferas e demandas, para de fato, capitalizar oportunidades. Com o Enem muitos alunos que vêm de fora não se adaptam, diferente das vagas que materializam oportunidades aos alunos da região. Veterinária, agroindústria do leite, agronomia são alguns cursos próximos às necessidades regionais.

As transferências de tecnologias são importantes itens dos processos de inovações tecnológicas, pois diferentes estratégias podem ser utilizadas por protagonistas sociais de Ater para transformar as áreas cultivadas em áreas mais pujantes e com menos impactos ambientais, em que a extração dos produtos da floresta  se baseie em atitudes mais harmônicas, vendo as riquezas naturais da floresta, além da visão das cadeias produtivas.