Emater abre portas de políticas públicas para assentados de Bom Jesus do Tocantins

21/10/2026 12h54 - Atualizada em 21/10/2026 15h21
Por Aline Miranda

Por meio do atendimento intensivo do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Bom Jesus do Tocantins, no Carajás, assentados da reforma agrária recém-reconhecidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estão prontos para acionar políticas públicas rurais, como salário-maternidade e recursos habitacionais. 

Desde setembro, um processo iniciado com um mutirão no assentamento federal Jair dos Santos e Aguinaldo Queiroz, com a participação de duas associações, já entregou 22 cadastros nacionais da agricultura familiar (cafs). 


Embora de existência histórica, a Comunidade só foi oficializada como em situação de reforma agrária este ano. O endereço no Km 72 da rodovia BR 222 é o lar de cerca de 300 famílias. 

Para a pecuarista Jerusa Ribeiro, de 44 anos, o caf é a oportunidade para um financiamento que lhe permita iniciar o plantio de mandioca e a fabricação de farinhas diversas: “A gente pensa que é mais uma renda e mais uma fonte de alimento pra cá pra casa mesmo”, explica. 

Ela vislumbra, ainda, que a documentação encaminhe a iminente aposentadoria rural do marido, Adenilson Ferreira, que já tem 58 anos (a idade mínima para homens é de 60 anos). 

Os dois criam vacas mestiças no Sítio Açaizal, que é cortado por um braço do rio Jacundá, com foco em leite e derivação para queijo cru e manteiga. O produto é vendido para resfriadores da região. No igarapé, vez ou outra conseguem pescar traíra. 

De acordo com o chefe do escritório local da Emater em Bom Jesus do Tocantins, o técnico em agropecuária Adjaci Silva, as cafs são muito importantes porque compõem   a instalação como um todo: “A caf é um instrumento de utilidade múltipla e de amplo aspecto, porque vem junto com o pacote de direitos de cidadania do assentado da reforma agrária conduzido pelo Incra: crédito, previdência social, moradia, saúde, educação, acesso a tecnologias. A estruturação das cadeias produtivas, pela assistência técnica pública, impacta em combate à fome, merenda escolar de qualidade e geração de trabalho e renda. A Emater é uma presença real e consolidada do Estado no Assentamento”, diz.