Emater implanta Unidade Demonstrativa de banana em assentamento em Monte Alegre

Iniciativa prevê a difusão de novas cultivares de banana das variedades Pacoua, BRS Prata Anã e Pacovan Ken, todas do grupo Pacovan e Prata

23/04/2024 11h30 - Atualizada em 24/06/2024 22h04
Por Sarah Mendes

Foto: Divulgação

A Unidade Demonstrativa (UD) da cultura da banana foi implantada, pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), no assentamento Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Serra Azul, em Monte Alegre.

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O projeto propõe difundir novas cultivares de banana das variedades Pacoua, BRS Prata Anã e Pacovan Ken, todas do grupo Pacovan e Prata, que a partir dos indicadores registrados no acompanhamento, passaram a ser caracterizadas como unidade de referência no sistema de produção da banana, servindo como base tecnológica para estimular os assentados locais na adoção de práticas de cultivo mais modernas e com maior rentabilidade.

A UD é uma metodologia largamente utilizada pela Emater para demonstração e experimentação de resultado científico validado pela pesquisa em outras regiões do país ou do próprio Estado.

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A ação está sendo desenvolvida por meio dos Escritórios Regional e Local do Médio Amazonas, como parte integrante de ações executadas no assentamento PDS Serra Azul, que é uma referência na produção de banana.

A expectativa é que num futuro breve, o município de Monte Alegre, possa se consolidar como o principal produtor estadual. “É importante que esse desenvolvimento da cultura da banana seja acompanhado de tecnologia moderna de produção”, aponta o chefe do Esloc da EMATER em Monte Alegre, Francisco Lima. O resultado positivo do projeto também é fruto da parceria com a Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Agricultura e com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap).

A parceria com a Sedap possibilitou o preparo de área via mecanização agrícola, o fornecimento de mudas produzidas com métodos científicos mais avançados, o que permitiu a chegada de 7.000 mudas das variedades citadas, que ainda são desconhecidas pelos produtores locais.

“Esse fator acaba impulsionando os cultivos e motivando os assentados a empreenderem novos desafios com a exploração da banana, como a busca por novos mercados, aprofundamento de conhecimentos tecnológicos e o fortalecimento da organização social, esses são os indicadores que a nossa organização busca”, afirma o assentado e vice-presidente da Associação do Assentamento Serra Azul (ASA), Antônio Jorge Campos de Carvalho.

A atividade da bananicultura é a principal fonte de renda para mais de 150 famílias de assentados e não assentados de Serra Azul.

“Nós temos diversos fatores muito favoráveis para desenvolvermos cada vez mais a cadeia da banana, como clima, solos férteis, vias de escoamento regulares, mercado ascendente, ou seja tudo comunga favoravelmente para isso, porém precisamos criar uma política pública permanente para nos dar mais segurança no desenvolvimento da atividade da bananicultura”, frisou a agricultora e assentada Wilma Araújo.

Texto de Sarah Mendes / Ascom Mendes