14/10/2026 10h31 - Atualizada em 14/10/2026 18h35 Por Aline Miranda
Com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), assentados da reforma agrária de Monte Alegre, no Baixo Amazonas, estão se preparando para mais um Festival da Banana.
Programada para o próximo 31 de outubro, a quarta edição do evento, sempre no assentamento federal Serra Azul, na Gleba Mulata, consagra uma atividade que na última década vem destacando socioeconomicamente a Comunidade: são mais de 300 mil pés de dez variedades em 1 mil e 500 hectares, com resultados de 200 empregos diretos, 140 empregos indiretos e uma receita anual por volta de R$ 18 milhões.
Ao longo deste mês, a Emater, em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), já capacitou 20 mulheres do grupo Mulheres de Asa ((Associação do Assentamento Serra Azul) para refinar a culinária de derivados de banana e de cacau: a proposta é empreender com iguarias tais quais chips de banana, chocolate quase 100% cacau, farinha de banana e licor de cacau. Vinte homens também foram atualizados sobre tratos culturais do plantio de cacau.
De acordo com o chefe do escritório local da Emater em Monte Alegre, o técnico em agropecuária e gestor público Francisco Carlos Lima, a estratégia de treinamento contínuo direciona difusão tecnológica e abertura de mercados: “A gente insiste no aprendizado recíproco, porque isso significa acompanhar as tendências, fazer valerem as políticas públicas e gerar trabalho e renda, inclusive sob a perspectiva de gênero, no sentido de empoderamento feminino”, diz.
Para Renata Paixão, de 23 anos, do Sítio Boa Esperança, membro da Mulheres de Asa, quanto mais oportunidades, melhor: “São conquistas progressivas, que fortalecem nossa prática, nosso discurso e nossa vivência como mulheres rurais independentes e protagonistas”, conclui.